Unidade Classista: Moção de solidariedade ao Professor Sandro Livramento e contra a Perseguição Política da Secretaria de Educação de Santa Catarina aos Professores Lutadores!

A Unidade Classista se solidariza com o Professor Sandro Livramento, que sofre medida punitiva do governo Raimundo Colombo, por um único crime, segundo as odes burguesas, o crime de ter lutado. 

O professor Sandro Livramento ingressou como professor efetivo do quadro do magistério catarinense no fim de 2013 na Escola Estadual João Gonçalves Pinheiro, localizada na Pedrita, no sul da Ilha de Florianópolis. Essa escola atendia alunos de Ensino Médio, mas não tinha mais condições de receber a atividade pedagógica, como tantas escolas em todo o estado de Santa Catarina, só para exemplificar: tinha a fossa aberta ao lado da cozinha, goteiras em todas as salas, banheiros inadequados, total falta de acessibilidade, entre tantos outros problemas. E há muito o governo do estado prometia a construção de uma nova escola, que nunca saía do papel, até que a comunidade escolar, no início de 2014, resolveu por assembleia com a presenca de pais e estudantes não iniciar a atividade letiva naquela escola, e forçar a entrega da escola nova que estava em construção a mais de 4 anos.

Essa paralisação da atividade escolar teve ampla divulgação na mídia e grande apoio na comunidade. A escola ficou sem as atividades letivas por mais de 40 dias, só retornando a ter aulas alguns dias antes de se mudarem para a nova escola.

Mas o governo do estado, neste caso, representado pelo seu lacaio que cuida da pasta da educação, o secretário Eduardo Deschamps, queria punir alguém ou alguns, como sinal de que as pessoas não devem lutar. Dessa forma, a secretaria de educação identificou um conjunto de professores, que pela postura mais combativa e de engajamento na luta por uma educação publica e emancipadora passaram a ser perseguidos.

Entre eles está o professor Sandro Livramento, que apesar do pouco tempo como professor efetivo do estado tem uma carreira docente que dura mais de duas décadas, sempre voltada a uma educação popular e emancipadora. Obviamente não ficou restrita a esse professor, o mais emblemático desse processo de perseguição política é o caso do professor Eduardo Perondi, que foi exonerado arbitrariamente do quadro efetivo do magistério do estado.

Ocorre que para o professor Sandro Livramento, a punição foi à suspensão de 10 dias do trabalho, prejudicando os estudantes, que nesse período ficarão sem professor e o trabalhador que também tem seu salário cortado.

Alem disso, temos que essa punição aparentemente leve, no fundo mostra a cara desse governo, mostra a sua arbitrariedade e o seu autoritarismo, pois não quer dialogar com os interesses da comunidade escolar, ao contrário, pune e persegue quem luta, com suspensões, exonerações.

Por fim, temos de destacar a postura da atual direção do SINTE-SC, em sua maioria de pessoa vinculadas a CUT, que tem negligenciado os professores que vem sendo perseguidos politicamente por estarem lutando. Acabam por fazer o jogo do governo do estado, seja para o desmonte do plano de carreira dos professores, seja no ataque que esse governo faz sistematicamente aos professores lutadores.

Assim exigimos:

– A reintegração ao corpo de professores efetivos do estado do Professor Eduardo Perondi;

– A suspensão imediata da punição contra o Professor Sandro Livramento.

Coordenação Estadual da Unidade Classista

Florianópolis, 06 de novembro de 2015.

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Até a vitória, sempre!
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