CONTRA A POLÍTICA DE RETIRADA DE DIREITOS DO GOVERNO COLOMBO!

NÃO CONCILIAMOS COM O GOLPE CUTISTA! A LUTA TEM QUE CONTINUAR!

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(Nota da Corrente Sindical Unidade Classista – SC)

A greve do magistério catarinense completa 71 dias, a mais longa da história, e depara-se com uma conjuntura difícil e nada promissora para o movimento sindical no que diz respeito aos direitos da categoria. O Governo Colombo vem atacando sistematicamente os direitos dos/as trabalhadores/as em educação catarinenses. Através da desconstrução da carreira, do desmonte da educação fundamental através da municipalização do ensino e da crescente precarização da educação, Colombo apresentou neste ano de 2015 uma agenda que visa rebaixar ainda mais os direitos da categoria, inclusive reduzindo nominalmente os salários de milhares de educadores.

A pauta meritocrática e mercantilista de Colombo, que se baseia no falso discurso de que os servidores públicos são privilegiados, tem entre seus eixos a inserção da meritocracia nas escolas, criando mecanismos de remuneração associado a dados e indicadores educacionais; a precarização ainda maior do trabalho dos professores contratados de forma temporária (ACT’s); e a retirada de direitos que se apresentam no horizonte através da reforma administrativa, que dentre outros pontos buscará retirar o direito da licença prêmio de todo o funcionalismo público catarinense, e da reforma da previdência que deve reproduzir os modelos já adotados pelos governos Dilma (PT) e de Beto Richa (PSDB) no Paraná, que igualaram o teto da aposentadoria ao do INSS e que jogaram os servidores no nebuloso e incerto (para os trabalhadores) mundo dos fundos de pensão.

O cenário para os trabalhadores catarinenses durante esta greve apresenta-se inserido em uma conjuntura das mais difíceis enfrentadas pela classe trabalhadora nacionalmente. As políticas de ajuste fiscal e de retirada de direitos vem sendo implementadas de forma agressiva pelo governo Dilma e reproduzidas pelo governo Colombo, que vem conduzindo a retirada de direitos dos trabalhadores.

A greve de 2015 pauta-se pela resistência. Em uma correlação de forças desfavorável o movimento radicalizou-se e apresentou novos mecanismos de luta e de organização criados pela própria base da categoria. A ocupação da ALESC, das GERED’s, as mobilizações organizadas em conjunto com a comunidade (em algumas regionais) e a continuidade de uma greve que se dependesse da atual direção do sindicato nem sequer teria ocorrido, são pontos que constroem um legado de mobilização que faz com que as próximas lutas que se avizinham (que tendem a ser cada vez mais duras e reprimidas com violência pelo Estado) tenham uma dimensão muito diferente da que estamos acostumados.

A direção cutista, totalmente afastada da luta dos trabalhadores, que em nenhum momento mobilizou suas bases para a greve e que perdeu totalmente a condução do movimento, sofreu uma das suas maiores derrotas na Assembleia Estadual que votou pela continuidade da greve no dia 14 de maio. Esvaziando o movimento e tendo maioria no comando estadual de greve os cutistas apelaram para a burocracia aplicando um verdadeiro golpe no movimento ao deslocar as reuniões do comando estadual de greve, primeiramente para Lajes, e posteriormente para Campos Novos (regional que não apresenta quadro de greve), numa clara sinalização de desmonte do movimento.

Não podemos compactuar com o golpe e com as manobras cutistas. A Assembleia Estadual confirmada para ocorrer em Chapecó na próxima quarta-feira (03/06) desloca artificialmente o centro político do estado para o oeste e afasta a decisão sobre os rumos do movimento das regionais que encontram-se mobilizadas. Participar desta Assembleia é legitimar o golpismo e o oportunismo dentro do SINTE.

A Unidade Classista compreende que esta greve pode deixar como saldo positivo um salto organizativo para as futuras lutas e mobilizações que se avizinham e que prometem ser cada vez mais duras. Devemos nos voltar para as bases do SINTE fazendo trabalho de formação, de organização e denunciando as manobras e o peleguismo da direção cutista não aceitando nenhum tipo de compactuação e legitimação da atual forma de condução do sindicato que tem de ser superada.

Não podemos nos iludir! Nossa greve revela que a luta sindical deve estar ligada diretamente a luta política pela construção de um novo modelo de sociedade e que não podemos esperar nada dos governos burgueses que estão atacando cada vez mais os direitos dos trabalhadores!

A luta não pode parar!

Florianópolis, 02 de junho de 2015.

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