POR QUE UMA CANDIDATURA COMUNISTA EM SANTA CATARINA?

poder popular scO PCB  marca presença nas eleições de 2014 em Santa Catarina lançando as candidaturas das camaradas Marlene Soccas e Valdelir Luiz a governadora e vice e da camarada Carol Bellaguarda à deputada federal, além de construirmos nacionalmente a candidatura à presidência e à vice dos camaradas Mauro Iasi e Sofia Manzano objetivando prioritariamente estimular o debate em torno da viabilidade e necessidade do socialismo, que entendemos, não será conquistado tão somente pelo voto, mas sim através das diversas lutas reais diariamente levadas a cabo pela classe trabalhadora, unindo-as de forma a criar uma nova forma de se organizar a vida, o Poder Popular.

Mesmo entendendo a necessidade de se ocupar o espaço eleitoral visando debater e estimular tal projeto, nós do PCB decidimos não lançar candidaturas a deputado estadual e a senador em Santa Catarina. É importante, porém, deixar claro que não deixamos “em aberto” as candidaturas a senador e a deputado estadual com a motivação de barganharmos apoios ou negociarmos algum tipo de acordo informal com alguma organização ou candidato. Refutamos este tipo de prática e entendemos que acordos realizados com objetivos eleitoreiros não podem ser prática de comunistas e revolucionários.

Neste contexto, acompanhamos com muita atenção o cenário eleitoral que se conformou em Santa Catarina e as alternativas existentes. Entendemos que a hegemonia burguesa tem se reforçado estadualmente, reflexo do amplo controle político que as oligarquias e as elites locais, em nome do capital, exercem no estado.

Para o Senado, as candidaturas da ordem apresentam-se em um campo de extremo conservadorismo. O debate é feito de maneira rebaixada, e a preocupação de candidatos como Paulo Borhausen (PSB), Dário Berger (PMDB) e Milton Mendes (PT) é o gerenciamento dos problemas do capitalismo em benefício do capital privado. Existem também as candidaturas de partidos auxiliares aos interesses do capital (PMN e PRP), que nada mais fazem do que reproduzir o discurso dos chamados “candidatos viáveis”.

 No campo da esquerda socialista, acompanhamos e repeitamos as candidaturas dos companheiros Amaury Soares (PSOL) e Rosane de Souza (PSTU) que tem conseguido apresentar a denúncia ao sistema capitalista e dialogar com as demandas da classe trabalhadora.

 A eleição para a Assembleia Legislativa tem sido amplamente dominada pelo poder econômico e pelas elites regionais. As candidaturas da ordem se apresentam sobre uma plataforma que os assemelha a candidaturas de prefeitos, onde o foco está na realização de obras e investimentos, omitindo o real papel do parlamento na democracia burguesa. Dentro deste processo eleitoral viciado, excludente e mercantilizado as candidaturas da ordem “nadam de braçada” reforçando e modernizando práticas mercantilistas e clientelistas na obtenção do voto.

 No campo da esquerda socialista compreendemos que as diversas candidaturas apresentadas pelos companheiros do PSOL e do PSTU conseguem cumprir o papel de quebrar com esta hegemonia ao apresentar alternativas que dialogam com os setores populares e com a classe trabalhadora.

 Nós do PCB entendemos que, para que a correlação de forças não seja desfavorável para os trabalhadores nos próximos anos, mais importante de quem será eleito será a unidade da esquerda socialista em torno de uma frente com base num programa e numa pauta comum. Desta forma, mesmo lançando suas candidaturas, o PCB disputa politicamente apenas contra os partidos e candidatos do sistema e faz votos de que os demais partidos da esquerda socialista (PSOL e PSTU) tenham também um expressivo desempenho eleitoral.

 O fato de os partidos deste campo não terem ainda logrado constituir uma coligação eleitoral e, portanto, apresentarem várias candidaturas não significa que não possam promover ações unitárias ainda durante a campanha. Pelo contrário, podem e devem fazê-lo.

 Mesmo sem ilusões no processo eleitoral, é preciso que os partidos, organizações e movimentos de orientação anticapitalista, ainda antes do primeiro turno, promovam atos unitários, em torno da pauta unitária construída nas ruas a partir de junho de 2013, contribuindo para a formação de uma ampla frente de esquerda para as lutas cotidianas.

 Comitê Regional – Partido Comunista Brasileiro

Santa Catarina

 Outubro de 2014.

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