O caso Marcelino

 “Marcelino foi professor de sociologia, vereador e militante. Marcelino
foi um líder e um educador. Deixou para todos um exemplo de luta pela
justiça, ele foi uma pessoa que lutava e não tinha medo de obstaculos,
não tinha medo de lutar pelo povo, de lutar pelos direitos do povo, de
lutar pela educação, de lutar junto com os movimentos sociais, na luta
urbana e rural. Marcelino deixou uma grande lição: ninguém pode ter medo
de lutar pela verdade”.

Dia 28 de novembro de 2011, Marcelino havia recebido diversas ligações
em seu celular, muito nervoso deixou seus alunos no meia da aula em
torno das 10h de segunda-feira e em seu carro foi em direção a sua casa,
onde duas horas depois foi encontrado morto pela sua esposa no quarto de
hospede da sua casa. Num primeiro momento a cena fazia crer que o
vereador havia se suicidado, pois ele foi encontrado com uma corda no
pescoço pendurado na janela do quarto de visitas, porém, conforme as
investigações foram avançando, percebeu-se que o suicídio havia sido
forjado e Marcelino Chiarello foi vítima de um assassinato. A suspeita
de homicídio foi levantada pela Polícia Cívil e pela autopsia do corpo
feita pelo Legista Antonio José de Marco, que depois de avaliar as
provas detectou diversos indícios que não levavam a crer que Chiarello
havia dado cabo à própria vida, concluindo a morte como causa de Homicidio.

-Temos indícios de que não se trata de suicídio- afirmou o delegado
Augusto Melo Brandão. Devido à repercussão do caso foi criada uma
comissão que, além de Brandão, reúne os delegados Alex Passos, Ronaldo
Neckel Moretto, Fabiano Toniazzo e Danilo Fernandes.

Mas, análises posteriores feito apenas por fotos, de outros
profissionais do Instituto Geral de Perícias da Capital apontaram para
suicídio. O pedido foi feito pela Policia Civil no dia 30 de Janeiro de
2012, mas o laudo do IGP de Florianopolis estava com data de 26 de
Janeiro, fica a crer que ja estava pronto e manipulado. Diante da
imprecisão dos laudos a Polícia Civil concluiu o inquérito apontando que
o vereador morreu enforcado, mas sem definir se isso ocorreu por
suicídio ou homicídio.

Os movimentos sociais e sindicais da região Oeste, junto com lideranças
políticas, insatisfeitos/as com esta indecisão, entraram com pedido de
federalização do caso. O corpo do vereador foi exumado em julho de 2012
e de lá pra cá a Policia Federal vinha adiando o inquerito, o processo
estava em segredo de justiça e esta sendo conduzido pela Polícia Federal.

Porém ontem dia 08/04 às 10h a esposa de Marcelino sra. Dione foi
chamada pelo delegado da PF Oscar Biffi para divulgar a conclusão do
laudo, apontando a morte como “Suícidio”, deixando claro que os
poderosos têm além do poder economico, o poder judiciario ao seu lado.
Esta noticia ainda não foi dada oficialmente a imprensa, pois segundo o
delegado Oscar Biffi terá uma coletiva sexta-feira à tarde. Edione
conversou com algumas lideranças relatando a conversa, indignados com o
resultado manipulado os movimentos sociais, sindicatos e partidos
politicos de esquerda da região se mobilizam para um grande ato.

Como vereador Marcelino Chiarello denunciou corrupções na prefeitura de
Chapecó, como o ex sub-prefeito da Efapi Dalmir Pelicioli PSD envolvido
em escândalos de corrupção na Prefeitura de Chapecó e com dinheiro do
Governo do Estado. Sub faturamento na merenda escolar do municipio com a
empresa NutriPlus e, a conquista da obrigatoriedade de licitação para
renovação de contrato de transporte público, onde há na cidade apenas
uma empresa responsavel pelo serviço. Desvio de quase 70 MILHÕES de
reais em lombadas eletrônicas também foi denunciada pelo vereador
Marcelino e, acatada pelo Ministério Público, foi propositor de muitas
ações judiciais contra os envolvidos e, além destas, outras ações viriam.

O assassinato de Marcelino Chiarello foi bem comum na ditadura
civil-militar como exemplo Vladimir Herzog, que foi assassinado igual
Chiarello e os militares forjaram o local do crime para parecer
suicidio. O trabalho foi muito bem planejado e executado, pois ninguém
viu e nem suspeitou da ação dos bandidos. Foram profissionais do crime.
Parece que há uma “Força Tarefa” que planejou, executou e encobriu as
pistas do assassinato. Algo como o desaparecimento de ligações recebidas
por Marcelino, momentos antes de sua morte, testemunhadas por alunos da
sala de aula onde ele estava lecionando, revela envolvimento de pessoas
que tiveram acesso ao celular de Marcelino, depois de sua morte, e até
da operadora que estava sendo usada. Outro fato inacreditável é o
sistema usado para fazer as ligações, que não é o convencionalmente
usado pela população, ou seja, sistema usado por policiais ou outras
pessoas com esse conhecimento.

Enfim, as dificuldades encontradas pelos delegados responsáveis pela
investigação decorreram de fatores não “visíveis” para a população. Há
nisso tudo “Forças Ocultas”, que são forças do mal e que não deixaram
estes atuarem livremente em suas investigações.

Com certeza, essa gente honesta e lutadora que é o povo de Chapecó e da
região oeste, somados a todos e todas indignados desse Brasil, não irão
se calar. Exigiremos justiça, rápida e exemplar, porque a vida de
Marcelino Chiarello não será em vão, sua voz não será calada, mas
multiplicada em milhões de outras vozes e gritos por justiça, pela ética
na política, pela honestidade e em defesa da vida.

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Até a vitória, sempre!
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Uma resposta para O caso Marcelino

  1. CESAR FEITOSA disse:

    PASSARÃO DÉCADAS MAS A SEDE DE JUSTIÇA JAMAIS SE CALARÁ…

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