“Vamos governar para os trabalhadores, os mais excluídos do poder público”, frisa Rodrigo Maciel

Fotos: Ana Paula Cardoso

O Portal Engeplus realiza uma série de reportagens nesta semana com os candidatos ao Executivo criciumense para as eleições suplementares do dia 3 de março. O quinto candidato é Rodrigo Maciel (PCB), que enfrenta a segunda corrida eleitoral em menos de seis meses. Na segunda-feira, os candidatos Américo Faria (DEM) e Cintia dos Santos (PSTU) foram os dois primeiros entrevistados. As entrevistas de terça-feira foram com os concorrentes Fábio Brezola (PT) e Márcio Búrigo (PP). A escolha dos candidatos foi realizada por ordem alfabética.

Para Rodrigo Maciel, algumas figuras mudaram da eleição passada para este novo pleito, mas os interesses econômicos continuam os mesmos. “Os que financiam campanhas vão continuar, principalmente, os da elite, ou seja, vai ser uma continuidade da eleição passada”, ressalta. Segundo Maciel, o partido saiu fortalecido das últimas eleições. “Conseguimos expor nossas ideias e estabelecer muitos contatos importantes ao longo da campanha eleitoral”, pontua.

Com chapa pura ao lado da candidata à vice-prefeita de Criciúma, Ana Soccas, Rodrigo ressalta que o maior objetivo durante a campanha será discutir os problemas da cidade, como a saúde, um dos setores mais carentes do município. “Queremos elevar a consciência das pessoas e governar para os trabalhadores, pois são os mais excluídos do poder público, mas são os que mais precisam de ajuda”, destaca.

De acordo com Maciel, o trabalhador brasileiro só recebe migalhas. “Na saúde, por exemplo, tem como dar uma maior estrutura ao povo, basta usar o dinheiro público corretamente. Temos o caso do governador do Estado, que dizia em sua campanha eleitoral que iria governar para as pessoas, mas repassou R$ 1 milhão para ampliação da Associação Empresarial de Criciúma (Acic) quantia que poderia ser repassada ao Hospital São José, por exemplo”, salienta Maciel. A chapa visa dar prioridade ao lado social.

A questão de medicamento e das longas filas à espera de um atendimento médico pode ser resolvido com o bom uso do dinheiro público, acredita o candidato. Na educação, a chapa defende a construção de creches e escolas em tempo integral. “Acreditamos que seja essencial a implantação de um acompanhamento na escola com profissionais como psicólogos, por exemplo, que possam auxiliar os jovens na orientação e prevenção em relação às drogas”, ressalta. Além da prevenção, o PCB também almeja a construção de uma clínica de reabilitação aos dependentes químicos, pois o uso das drogas está diretamente ligado à segurança pública.

“A maioria dos crimes está relacionada ao tráfico de drogas”, comenta o candidato, que frisa que a responsabilidade em relação à segurança publica é do Estado, mas que a prefeitura pode colaborar com a segurança do município. “Por exemplo, a Guarda Municipal (GM) pode atuar em mais áreas da cidade, como nos bairros mais vulneráveis de Criciúma, além de realizar mais contratações de mais profissionais através de concursos públicos”, destaca.

Na infraestrutura, conforme Maciel, os bairros precisam de mais atenção. “A infraestrutura deve ser levada para os bairros. A construção de unidades habitacionais deve ser uma realidade, pois muitos ainda moram em condições precárias em Criciúma”, ressalta.
A mobilidade urbana é outra questão que entra em pauta na campanha eleitoral do PCB. “Em dez anos, a cidade de Criciúma cresceu cerca de 20 mil habitamtes, e os carros nas vias também aumentaram, uma justificativa para isso é a passagem do transporte coletivo da cidade, uma das mais caras do Brasil, o que não incentiva o trabalhador criciumense a utilizar o transporte coletivo”, pontua. O partido também planeja a construção de ciclovias na avenida Centenário, bem como a implantação de passarelas e elevados nos pontos de maior movimento de pessoas e veículos.

Maciel também frisa o crescimento desordenado da cidade com a construção de prédios, que a cada dia é mais constante em Criciúma. “No local onde se concentrava uma casa, com cinco pessoas, hoje possui um edifício com mais de 20 famílias, ou seja, tudo isso impacta na infraestrutura e na mobilidade urbana, o que precisa ser revisto na cidade”. A repúdia contra a corrupção também vai ser abordada pelo candidato durante a campanha eleitoral.

A forma de divulgação das propostas da chapa socialista será através da mídia e também do contato direto com os eleitores. “Vamos buscar mais um fôlego para continuar a campanha junto aos trabalhadores. A questão de classe também deve ser discutida, pois o rico está cada vez mais rico e o pobre cada dia mais pobre. Defendemos a socialização da riqueza e uma sociedade mais humana”, conclui Maciel.

Fonte: Portal Engeplus
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