A LUTA DOS TRABALHADORES CONTRA O CAPITAL: O CASO DA TRAMONTO

         

Crédito da imagem: Caio Cavechini, Carlos Barros

       Todos os trabalhadores tentam de alguma forma se sustentar diante das dificuldades da vida, mas a própria empresa Tramonto Alimentos não oferece as menores condições de trabalho assim como um salário digno, alimentação de qualidade e nem um transporte gratuito. A jornada de trabalho é extensa, chegando a quase dez horas diárias, e incríveis cinquenta horas semanais! Além disso, as exigências de produção, a choradeira dos encarregados em garantir os excessivos ganhos de faturamento faz com que ocorram acidentes de trabalho, afastamento temporário e às vezes a demissão sem justa causa.

        Os contratos de experiência são extremamente arriscados, adotando a competição para ver quem produz mais, ou melhor: para demonstrar resistência a baixas temperaturas dos setores, a suportar as dores no corpo, o cansaço, as noites de sono mal dormidas em vender toda a força de trabalho para sobreviver. Isso de deve as relações de trabalho que são restritas ao domínio da gerência que fazem parte do idealismo burguês, onde escolhem apenas os melhores, os que tem mais condições, os que demonstram uma falsa vontade de ajudar os que mais precisam de salvação contra esse sistema feroz e destruidor.

        As bonificações como cesta básica e prêmios por assiduidade não resolvem as reais necessidades dos trabalhadores que não sabem as verdadeiras opressões que estão sentindo. O processo de trabalho é ofuscado pela precarização dos pedidos de repouso, recusados pelos encarregados, ameaçando suspensão e demissões sem sentido algum. Se revelam verdadeiros ditadores aliando-se a classe patronal de forma mascarada, demonstrando contrários a reduzir a jornada de trabalho, a tratar os empregados como peças do mecanismo forjado, como meros subordinados em obedecer ordens descabíveis e desfavoráveis a nossa condição.

      Não podemos esquecer das nossas lutas contra todas essas injustiças. Uma guerra que parece não ter fim, nem sentido. Respiramos um ar desagradável, que não nos mostra o que devemos ser. O que importa é o que o outro tem e não pelo que ele é. Os poucos empregados só são valorizados por hierarquias dominantes, formas enganosas de liderança e enriquecimento de banalidades, enfim, coisas inúteis. Dependemos das incertezas do trabalho para sabermos se seremos felizes ou não. Muitos dizem que é uma questão de escolha, mas nem sempre é assim.

       Estamos cercados de escolhas inseguras e sem nenhuma garantia. Temos prazos determinados para finalizar tarefas e não podemos perder nenhum segundo, para não sermos advertidos injustamente e sofremos repressões. Os nossos direitos nos são tirados dia após dia por descontos salariais, pagamento somente nos bancos credenciados, mais capitalistas e cobradores de juros, ressarcidos pelos banqueiros que se alimentam da nossa força de trabalho para evitar a recessão e a crise. Mas será que um aumento de direitos como salário de R$ 901,00 será suficiente para suprir as nossas necessidades? E a cesta básica de R$ 75,00? Ainda sim é pouco, sabendo que não sustenta a luta e não atinge os verdadeiros problemas que afligem todos que trabalham dia-a-dia. Esses direitos não podem ser tirados e nem reduzidos, e a participação dos lucros deve ser acompanhadas e divididas pelos empregados, tirando os patrões fora da jogada.

       Por que devemos lutar? Pois chegou a hora de reivindicarmos salários melhores, condições de trabalho decentes, tratamento igual sem oligarquias, planos de carreira e hegemonias, redução da jornada de trabalho e garantia de direitos sociais, cívicos e trabalhistas. Lutar contra a opressão e a exploração do trabalho e construir uma sociedade unificada, avançando nas conquistas e estando com o poder nas mãos!

Base de Araranguá

Partido Comunista Brasileiro

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Até a vitória, sempre!
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