Em sessão do dia 4 deste mês, O TSE homologou o novo estatuto do PCB, que se baseia nas resoluções da Conferência Nacional de Organização, realizada em março de 2008, após mais de um ano de debates no interior do Partido.

O documento corresponde a uma necessidade de adaptar a organização do Partido às resoluções do nosso XIII Congresso Nacional, realizado em 2005, que consolidou as bases para a reconstrução revolucionária do PCB. O XIV Congresso, em outubro deste ano, já se realizará sob a égide da nova lei máxima partidária.

A homologação do novo estatuto pela justiça eleitoral só foi possível com a mudança da legislação. Diferentemente de quando vigorava a Lei Orgânica dos Partidos Políticos, os partidos agora têm liberdade para decidir sobre sua estrutura, sua nomenclatura, seus princípios.

O estatuto novo define o Partido como marxista-leninista, internacionalista, constituído por quadros e militantes revolucionários; estabelece um sistema de organizações que privilegia as Células de Base e o Comitê Central. Os conceitos “filiado” e “filiação” são substituídos pelos de militante e recrutamento.

Reforçando os princípios do centralismo democrático e da direção coletiva, o estatuto acaba com o presidencialismo partidário, resgatando a concepção clássica dos Partidos Comunistas, de eleição de Secretários com funções específicas nas instâncias dirigentes, desde a Base até o Comitê Central.

Vejam o estatuto na íntegra nesta página, no espaço “Documentos”.

Secretariado Nacional do PCB

Junho de 2009

FONTE: http://www.pcb.org.br/novoestatuto.htm

capa das teses

Caderno de Teses

As Teses ao XIV Congresso Nacional do PCB já estão disponíveis numa edição especial do jornal Imprensa Popular, que pode ser obtida junto aos Comitês do PCB nos Estados ou através de pedido pelo endereçopcb@pcb.org.br.

As Teses também estão disponíveis na página central do PCB na internet: www.pcb.org.br. Veja em “XIV Congresso”.

Com a publicação das Teses, inicia-se a Tribuna de Debates, espaço de discussão aberto a militantes, amigos e simpatizantes do PCB.
Participe. Leia as Teses. Mande seus comentários, críticas, sugestões.

Secretariado Nacional do PCB
Junho de 2009

FONTE: www.pcb.org.br

É com o sentimento de indignação que nós, organizações e movimentos sociais, sindicais e estudantis abaixo assinados, recebemos a notícia de que o povo hondurenho sofreu um golpe militar a partir do seqüestro do seu Presidente Manuel Zelaya na madrugada do último dia 28.

Repudiamos veementemente tal ato, pois atenta contra o processo democrático em curso naquele país, construído à custa de muitas lutas sociais e populares por trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, que na edificação da democracia Hondurenha tombaram e tiveram suas vidas ceifadas.

O povo latino-americano vem assistindo e participando do processo de reconhecimento dos seus direitos e, junto com as organizações sociais, sindicais e estudantis, vem construindo processo internacional e continental de solidariedade. Em decisão soberana, a população hondurenha iria ratificar através de plebiscito a decisão contra o retorno das oligarquias ditatoriais ao poder. Como resposta a esse processo popular, essas oligarquias golpearam duramente tal processo democrático em curso, tentando imobilizar o povo.

Esse golpe de estado reacende nossa memória sobre as décadas de ditadura iniciada na década de 60 em toda América Latina, recordando-nos a permanente intervenção de outras países no continente, principalmente dos EUA. É essa memória de lutas e resistência que nos leva a reforçar e apoiar a luta do povo Hondurenho e exigir:

1. A volta imediata do presidente Manuel Zelaya ao comando do país;
2. O restabelecimento da ordem constitucional, sem o derramamento de sangue e sem repressão à população, que exige o retorno da democracia;
3. Que seja respeitada a integridade física das lideranças sociais;
4. Que as autoridades garantam em pleno exercício democrático a consulta popular, como forma de livre expressão;

Reafirmamos nossa solidariedade ao povo hondurenho, ao presidente Manuel Zelaya e às organizações e movimentos sociais que levam a cabo – e seguirão levando – as decisões soberanas do povo hondurenho e condenamos veementemente essa ação antidemocrática.

Pela autodeterminação dos Povos!

Rio de Janeiro, 2 de julho de 2009

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Casa da América Latina

Morena – Círculos Bolivarianos

FONTE: http://www.pcb.org.br/honduras1.htm

Perante os acontecimentos vivenciados pelo povo de Honduras, e que afetam todos os povos da América Latina, Caribe e do mundo, o Congresso Bolivariano dos Povos afirma:

- Repudiamos o golpe de Estado oligárquico e fascista operado contra o presidente Manuel Zelaya.

- Não reconhecemos o governo de fato da oligarquia hondurenha, o qual caracterizamos como uma ditadura.

- Declaramos nosso apoio e solidariedade com o presidente legítimo da República de Honduras, Manuel Zelaya.

- Exigimos a libertação de todos os dirigentes populares detidos e responsabilizamos o governo de fato pela vida e a integridade física de todos os cidadãos hondurenhos que estão nas ruas se manifestando para exigir o retorno da democracia.

- Apoiamos os esforços dos presidentes da ALBA e todos os espaços internacionais que se manifestam contra o golpe, para assegurar a restituição incondicional do Presidente Manuel Zelaya na República de Honduras.

- Julgamento e penalização aos responsáveis pelo golpe fascista.

- Solidariedade ativa e militante ao povo hondurenho.

- Mobilização permanente até o regresso de Manuel Zelaya como Presidente da República de Honduras.

O Congresso Bolivariano dos Povos apela a todas as organizações populares de Nossa América:

- Mobilização frente às embaixadas e consulados de Honduras.

- Enviar manifestos e realizar declarações junto aos meios de comunicação social e instituições nacionais em solidariedade ao povo de Honduras e o presidente legítimo Manuel Zelaya.

- Manter-se em estado de alerta para apoiar os planos de mobilização que são coordenados na região.

Assinam:
· Movimiento al Socialismo, MAS, Bolivia.
· Federación Democrática Internacional de Mujeres, FDIM, Brasil.
· Partido Movimiento al Socialismo, P-MAS, Paraguay.
· Proyecto Sur, Argentina.
· Movimiento País, Ecuador.
· Movimiento Libres del Sur, Argentina.
· Frente Sandinista de Liberación Nacional, FSLN, Nicaragua.
· Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional, FMLN, El Salvador.
· Movimiento Independentista Nacional Hostosiano, MINH, Puerto Rico.
· Frente Popular, Perú.
· Partido Nueva Alternativa, PNA, República Dominicana.
· Federación Nacional de Mujeres Campesinas gBartolina Sisah, Bolivia.
· Movimiento Barrios de Pie, Argentina.
· Fuerza de la Revolución, República Dominicana.
· Movimiento de Izquierda Revolucionaria, MIR, Chile.
· Partido Comunista Brasileiro, PCB.
· Frente Transversal Nacional y Popular, Argentina.
· Confederación Agraria Nacional Ezequiel Zamora, CANEZ, Venezuela.
· Federación Nacional de Organizaciones Campesinas, Indígenas y Negras, FENOCIN, Ecuador.
· Unión Nacional Revolucionaria Guatemalteca, UNRG, Guatemala.
· Partido Comunista, Argentina.
· Movimiento Territorial Liberación, Argentina.
· PIT-CNT, Uruguay.
· Central de Trabajadores Argentinos, CTA, Argentina.
· Partido Comunista Colombiano, Colombia.
· Confederación Kichwa del Ecuador, ECUARRUNARI, Ecuador.
· Partido Socialista Auténtico, PSA, Argentina.
· Partido Comunista Peruano, Perú.
· Movimiento de Liberación Nacional, MLN, Uruguay.
· Partido Patria Libre, Brasil.
· Movimiento de Liberación Nacional 29 de Noviembre,
· Panamá.
· Red Estudiantes Unidos por Nuestra América, REUNA, Venezuela.
· Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro, FAFERJ, Brasil.
· Frente Nacional Frente Nacional por la Defensa de los Derechos Económicos y Sociales, FRENADESO, Panamá.
· Movimiento Nueva Izquierda, MNI, Perú.
· Confederación Nacional Indígena de Venezuela, CONIVE, Venezuela.
· Red Popular Humanitaria Misioneros del Milagro, Venezuela.
· Asociación de Trabajadores del Campo, ATC, Nicaragua.
· Izquierda Unida, República Dominicana.
· Partido Comunista de Brasil, PcdoB, Brasil.
· Sindicato Mexicano de Electricistas, SME, México.
· Confederación General de Trabajadores de Perú, CGTP, Perú.
· Sindicato Único Nacional de Trabajadores de la Industria de la Construcción y Similares SUNTRACS, Panamá.
· Confederación General de Trabajadores de Martinica, Martinica.
· Frente Nacionalista Peruano, Perú.
· Colectivo Otra Colombia es Posible en el Polo Democrático Alternativo, PDA, Colombia.
· Movimiento Patriótico Manuel Rodríguez, MPMR, Chile.
· Nueva Escuela, Puerto Rico.
· Central Unitaria de Trabajadores Auténtica, CUTA, Paraguay.
· Partido Alternativa Popular, PAP, Panamá.
· Partido Socialista Revolucionario, Perú.
· Bloque Popular Social, El Salvador.
· Casa Anfictiónica Bolívar, Colombia.
· Fundación Che Guevara, Bolivia.
· Federación Uruguaya de Cooperativas de Vivienda por Ayuda Mutua, FUCVAM, Uruguay.
· Partido de los Trabajadores Dominicanos Marxista Leninista, PTD-ML, República Dominicana.
· Asociación Congreso Anfictiónico, Venezuela.
· Red Ecológica de Chile, Chile.
· Federación de Trabajadores Petroleros, Bolivia.
· Movimiento de Mujeres Manuelita Saenz, Venezuela.
· Fundación Emancipación para la Unidad y Soberanía de América Latina y el Caribe, Argentina-Venezuela.
· Movimiento al Socialismo Andino Amazonico, MASA, Perú.
· Partido Comunista Marxista Leninista, PCML, República Dominicana.
· Comité de Solidaridad con Cuba en Puerto Rico.
· Frente Socialista de Puerto Rico.
· Fuerza de los Trabajadores, FT, República Dominicana.
· Unión Nacional de Estudiantes Revolucionarios, UNER, República Dominicana.
· Congreso Bolivariano de los Pueblos, Capítulo Argentina.
· Coordinadora Caribeña de Confraternidad Latinoamericana de Puerto Rico, Puerto Rico.
· Juventud Rebelde Miguel Enríquez, Chile.
· Casa de la Juventud, Paraguay.
· Congreso Bolivariano de los Pueblos, Capítulo El Salvador.
· Taller de Oficios Simón Rodríguez, Argentina.
· Museo Ernesto Che Guevara, Argentina.
· Centro de Educación Popular Germinal, Paraguay.
· Congreso Bolivariano de los Pueblos, Capítulo Chile.
· Taller de Música y Artes Buenos Aires, Argentina.
· Congreso Bolivariano de los Pueblos, Capítulo Paraguay.
· Círculo Bolivariano Alí Primera de Concepción, Chile.
· Frente Estudiantil Revolucionario 29 de Noviembre FER-29, Panamá.
· Agrupación Envar el Kadri, Peronismo Revolucionario, Argentina.
· Congreso Bolivariano de los Pueblos, Capítulo Panamá.
· Centro de Estudios Francisco Bilbao, Chile.
· Comedor Los Pibes, Argentina.
· Congreso Bolivariano de los Pueblos, Capítulo Nicaragua.

FONTE: http://www.pcb.org.br/bolivariano1.htm

A Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade, diante dos últimos acontecimentos na República de Honduras e como parte do seu compromisso de salvaguardar a democracia, a participação popular e a autodeterminação dos povos, manifesta-se:

Mais uma vez a ultra-direita latino-americana, acompanhada das grandes empresa de comunicação, demonstra seu talento anti-democrático e seu empenho na destruição da autonomia dos povos que decidem empreender processos de mudança, com governos legitimamente constituídos. Desta vez o alvo do ataque oligárquico foi o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, que durante a sua administração tem se distanciado dos grandes grupos econômicos e políticos, acabando com as benesses que os proprietários das grandes empresas obtêm do Estado (especialmente nas áreas de combustível, remédios e armas), à custa da miséria da maioria do povo hondurenho.

No plano internacional, Zeleya desenvolve uma política externa de aproximação com os governos progressistas da América Latina, a qual lhe valeu o apelido de “populista” e “caluniador” dos Estados Unidos; tudo isso por atrever-se a reclamar o direito dos povos latino-americanos de decidir sobre seu próprio destino. Internamente, Zelaya abriu o governo a setores populares, enfrentando os poderosos ao lado dos mais humildes e historicamente ignorados. Em 2008, enfrentou um grupo de deputados que pretendiam que o Congresso Nacional aprovasse uma reforma da legislação eleitoral, através da qual o Estado se comprometia a financiar permanentemente os partidos políticos com dinheiro do orçamento nacional. Um decreto para aumentar o salário mínimo valeu a Zelaya a antipatia definitiva dos setores dominantes e da grande imprensa, que se perfilaram na pesada artilharia midiática contra os interesses da nação da América Central.

Nos últimos meses, o presidente Zelaya tem proposto a realização de um referendo nacional para que a população de Honduras decida se concorda ou não com a instalação de uma quarta urna durante as eleições nacionais de novembro próximo. Isto é, além das três urnas habituais (para presidente, deputados e prefeitos), seria incluída uma quarta urna, na qual os eleitores opinam sobre a possibilidade de convocar uma Assembléia Nacional Constituinte. Esta proposta gerou um verdadeiro tsunami político, ao qual aderiram os ultraconservadores unidos aos grandes meios de comunicação, numa campanha multimilionária contra o “SIM”, usando todos os métodos de guerra psicológica e argumentos extremistas para influenciar e aterrorizar a população, com o fim de evitar a consulta popular.

Durante a última semana, alguns setores do alto comando militar passaram para o centro da polêmica, por sua recusa em obedecer ao Comandante Geral (o Presidente do país), argumentando que não dariam apoio logístico ao referendo e que as Forças Armadas sairiam às ruas para reprimir qualquer manifestação de apoio ao presidente. Assim, o antigo regime oligárquico, ancorado no sistema judiciário e em certos setores reacionários do exército, se levanta para declarar “ilegal” a convocatória e violar abertamente a lei do país, que permite submeter a referendo os assuntos de interesse geral, desobedecendo às autoridades legitimamente constituídas e atentando, mais uma vez, contra a estabilidade do governo democraticamente eleito de Honduras.

A Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade defende o direito do povo hondurenho de decidir livremente sobre a instalação de uma Assembléia Nacional Constituinte, que permita levar a cabo reformas que modernizem as estruturas da sociedade e condena veementemente o ataque dos centros de poder oligárquico contra o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Não aceitamos a manipulação e a deturpação dos fatos pelas transnacionais da informação, sabendo que a liberdade de expressão é um direito do povo e não das empresas de comunicação social. Fazemos chegar aos nossos irmãos e irmãs hondurenhos nosso apoio incondicional à sua luta pela dignidade da democracia, pelo aprofundamento dos meios de participação e pela inclusão dos setores tradicionalmente marginalizados, assegurando-lhes que a sua luta é a nossa luta e que a América Latina inteira respalda seus processos de transformação em prol da independência e autodeterminação dos nossos povos.

Traduzido por Dario da Silva.

FONTE: http://www.pcb.org.br/honduras2.htm

Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA):
Proclamação do Conselho Presidencial Extraordinário

Manágua, República da Nicarágua, 29 de junho de 2009

Na madrugada deste domingo, 28 de junho, quando o povo hondurenho se dispunha a exercer sua vontade democrática em uma votação com caráter de consulta promovida pelo Presidente da República, Manuel Zelaya Rosales, para aperfeiçoar a democracia participativa, um grupo uniformizado com capuzes, que afirmou ter recebido ordens do Alto Comando da Força Armada, invadiu a residência do Presidente Zelaya para sequestrá-lo, desaparecer com ele durante algumas horas e depois expulsá-lo violentamente de sua pátria.

De imediato, o povo de Honduras reagiu como digno herdeiro do legado de Francisco Morazán, nas ruas das diversas cidades e povoados de Honduras. Às primeiras horas da manhã, centenas de mesas eleitorais receberam milhares de mulheres e homens que se mobilizavam para exercer seu direito ao voto, e ao serem informados do sequestro do seu Presidente, levantaram-se para protestar pelo golpe de Estado, dando exemplo de heroísmo ao enfrentar desarmados os fuzis e os tanques.

Através de Telesur se conseguiu romper o silêncio nacional e internacional que quis impor a ditadura ao fechar o canal do Estado e cortar a energia, buscando esconder e justificar o golpe de Estado diante do seu povo e a Comunidade Internacional, e demonstrando uma atitude que lembra a pior época de ditaduras que tiveram lugar no século vinte em nosso Continente.

Como uma só voz, os governos e povos do Continente reagimos condenando o golpe de Estado, deixando claro que em Honduras há um só Presidente e um só Governo: o do presidente Manuel Zelaya Rosales. Assim mesmo, saudamos as declarações de condenação que, desde muito cedo, outros governos do mundo começaram a emitir.

Ante a urgência da situação, os governos da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA) convocaram de maneira imediata um Conselho Presidencial de caráter extraordinário, com o objetivo de definir ações contundentes para derrotar o golpe de Estado em Honduras, apoiar o heroico povo de Morazán e restabelecer incondicionalmente o Presidente Manuel Zelaya Rosales em suas funções legítimas.

Prontamente analisadas as circunstancias em que se produziram este golpe de Estado, frente à gravidade das violações do Direito Internacional e os convênios multilaterais e os acordos de nossos países membros da ALBA, decidimos retirar nossos Embaixadores e reduzir à mínima expressão nossa representação diplomática em Tegucigalpa, até que o governo legítimo do Presidente Manuel Zelaya Rosales seja restituído em suas funções.

Igualmente, reconhecemos como únicos representantes diplomáticos de Honduras em nossos países o pessoal designado pelo Presidente Zelaya. De jeito nenhum nos relacionaremos com pessoal designado pelos usurpadores.

Da mesma forma, como membros plenos dos distintos sistemas de integração do Continente, chamamos nossos países irmãos da UNASUR, SICA, CARICOM, Grupo do Rio, ONU e OEA a procederem de igual forma frente aos agressores do povo hondurenho.

Por outro lado, decidimos declarar-nos em alerta permanente para acompanhar o valente povo de Honduras nas ações de luta que têm convocado, e invocamos o conteúdo dos artigos 2º e 3º da Constituição Política da República de Honduras:

“Art. 2º: A Soberania corresponde ao Povo do qual emanam todos os Poderes do Estado que se exercem por representação. A Soberania do Povo poderá, também, se exercer de maneira direta, através do Plebiscito e do Referendo. A suplantação da Soberania Popular e a usurpação dos poderes constituídos se tipificam como delitos de traição à Pátria. A responsabilidade nesses casos é imprescritível e poderá ser deduzida de ofício ou de petição de qualquer cidadão.

Art. 3º: Ninguém deve obediência a um governo usurpador nem a quem assuma funções ou cargos públicos pela força das armas ou usando meio ou procedimentos que infrinjam ou desconheçam o que esta Constituição e as leis estabelecem. Os atos verificados por tais autoridades são nulos. O Povo tem o direito à insurreição em defesa da ordem constitucional.”

E invocamos os princípios do Direito Internacional para respaldar os atos de resistência e rebelião do povo diante das tentativas de dominação. Aos professores, operários, mulheres, jovens, camponeses, indígenas, empresários honestos, intelectuais e demais atores da sociedade hondurenha, lhes prometemos que, juntos, conquistaremos a grande vitória diante dos golpistas que pretendem impor-se ao bravo povo de Francisco Morazán.

Invocando o espírito e o pensamento de Francisco Morazán, junto a ele sentenciamos os golpistas ao proclamar: “Homens que têm abusado dos direitos do povo por um sórdido e mesquinho interesse! Falo para vocês, inimigos da independência e da liberdade. Se suas ações, para projetar uma pátria, podem sofrer paralelo com as daqueles centroamericanos que perseguem ou que têm sido expatriado, eu em seu nome os provoco a apresentá-los. Esse mesmo povo que vocês têm humilhado, insultado, envilecido e traído tantas vezes, que os faz hoje árbitros de seus destinos e nos proscreve por seus conselhos, esse povo será seu juiz”

Quem dirige o golpe de Estado deve saber que lhes será impossível se impor e burlar a justiça internacional, à qual mais cedo do que tarde serão submetidos. Aos oficiais e soldados das Forças Armadas de Honduras lhes fazemos um chamado a retificar e pôr suas armas ao serviço do povo de Honduras e de seu Comandante Geral, o Presidente José Manuel Zelaya Rosales.

Os países integrantes da ALBA, em consulta com os Governos do Continente e com diversas instancias que garantam o cumprimento do Direito Internacional, estamos tomando medidas para que as graves violações e os crimes que estão sendo cometidos não fiquem impunes.

O único caminho que resta para os golpistas é depor sua atitude e garantir de forma imediata, segura e incondicional, o retorno do Presidente José Manuel Zelaya Rosales a suas funções constitucionais.

A República de Honduras é membro pleno da ALBA, assim como de outras instâncias de integração regional e organismos multilaterais cuja participação exige o respeito à Soberania do Povo e à Constituição. Por terem sido violentados pelos golpistas esses condicionantes fundamentais, os Governos da ALBA decidimos manter todos os programas de cooperação que temos com Honduras através do Presidente Zelaya.

Mesmo assim, propomos que sejam aplicadas sanções exemplares a partir de todos os mecanismos e instâncias multilaterais e de integração, que contribuam a fazer efetiva a restituição imediata da ordem constitucional em Honduras, e outorgue vigência ao principio de ação que nos legara José Marti quando disse: “Faça cada um sua parte do dever e nada poderá vencer-nos.”

Os Governos da ALBA nos declaramos em sessão permanente de consulta, com todos os governos do Continente, para avaliar outras ações conjuntas que permitam acompanhar o povo hondurenho no restabelecimento da legalidade e na restituição do Presidente Manuel Zelaya Rosales.

Há duzentos anos da proeza história que nossos povos realizaram em nosso Continente, seguindo o exemplo eterno do General de Homens Livres, Augusto César Sandino, de Francisco Morazán, e fieis às palavras do Libertador Simón Bolívar, temos junto ao povo de Honduras e aos povos do mundo a certeza da vitória, pois “todos os povos do mundo que têm trabalhado pela liberdade têm exterminado ao fim os seus tiranos”

CONSELHO PRESIDENCIAL DA ALIANÇA BOLIVARIANA PARA OS POVOS DE NOSSA AMÉRICA

Manágua, 29 de junho de 2009

FONTE: http://www.pcb.org.br/bolivariano2.htm

Nota Política do PCB

A Comissão Política Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB) vem a público manifestar seu repúdio ao golpe militar em Honduras, expressar sua irrestrita solidariedade ao povo hondurenho, exigir que o presidente constitucional, Manoel Zelaya, seja imediatamente reconduzido ao cargo para o qual foi eleito e conclamar o povo hondurenho a resistir aos golpistas de todas as formas até derrotar essa tentativa fascista de mudar o curso político na região.

Trata-se de uma atitude desesperada de uma oligarquia brutal que domina o País e que visa com este golpe brecar as aspirações da população por mudanças, de forma a manter seus privilégios seculares. Honduras vinha vivenciando um processo de democratização desde a eleição do presidente Zelaya, com suas ações no sentido de restringir os privilégios das elites, favorecer os camponeses e incorporar-se à ALBA. Esse processo iria se intensificar com uma consulta popular, que abriria espaço para a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.

Inconformada com os avanços e com a participação popular na política, as oligarquias recorreram à sua velha fórmula para continuar saqueando o País: implementaram o golpe de Estado, seqüestraram o presidente legitimamente eleito e o exilaram na Costa Rica, num enredo típico que relembra os velhos tempos das ditaduras sanguinárias latino-americanas, de triste memória para os povos da região.

Apesar das declarações dúbias de Barack Obama a respeito – diante do repúdio da opinião pública mundial e da grande maioria dos governos nacionais, inclusive europeus – há fortes evidências da participação da embaixada norte-americana, de multinacionais, da USAID e da CIA na preparação e execução do golpe. Afinal, o imperialismo ianque é o maior interessado em frear as mudanças na América Latina.

O PCB também destaca que na articulação deste golpe tiveram um papel importante os meios de comunicações conservadores da América Latina que, com desinformação e manipulação, criaram um ambiente propício para que a oligarquia e os militares rompessem o processo constitucional em Honduras. Esses meios de comunicação têm sido o principal instrumento ideológico de resistência às mudanças que vem ocorrendo na América Latina, o que torna urgente a luta pela democratização dos meios de comunicação na região.

Queremos ressaltar que este golpe é uma afronta a todos os povos da América Latina. Por isso, nenhum governo deve reconhecer os golpistas. O PCB conclama o povo hondurenho a resistir de todas as formas possíveis para derrotar o golpe. Além disso, as forças progressistas da América Latina devem ir imediatamente para as ruas, manifestar na prática sua solidariedade ao povo hondurenho e ao governo constitucional do presidente Zelaya.

Rio de Janeiro 28 de junho de 2009
Comissão Política Nacional do PCB

FONTE: http://www.pcb.org.br/honduras.htm

Ricardo Costa (Rico)*

A grande imprensa tem tratado com sensacionalismo o caso das eleições no Irã, acusando de fraude a vitória de Ahmadinejad e incensando a figura do reformista Moussavi à condição de grande líder da oposição democrática, um verdadeiro “Ghandi do Irã”. A mídia burguesa não deu o mesmo destaque ao massacre promovido pelo governo de Allan Garcia contra a resistência indígena à privatização dos recursos naturais do Peru. Por se tratar de um aliado incondicional dos Estados Unidos, o tratamento é diferenciado. Assim agem os órgãos de comunicação que funcionam como meros transmissores da ideologia dominante.

Mais uma vez, quando se aborda a política no Oriente Médio, a mídia capitalista trata a questão de forma fantasiosa, reduzindo a luta de classes a uma contenda entre “anjos” e “demônios”. A grande imprensa apenas mostrou as manifestações contrárias ao governo, deixando de registrar as igualmente massivas demonstrações populares de apoio ao presidente reeleito. Obviamente, não faz nem jamais fará referência aos grandes interesses imperialistas em jogo, capazes de promoverem uma intervenção externa indireta, por meio de ajuda financeira à campanha de Moussavi, assessoria a grupos opositores através de agências de inteligência, propaganda via internet, mobilizações de jovens e estudantes, chamamento a manifestações em que predomina o discurso da “não violência” e da “desobediência pacífica” contra um “regime tirânico”.

Já conhecemos de longa data as estratégias do imperialismo para desestabilizar governos que se afastam de sua órbita de influência e passam a adotar política de maior independência. No caso do Irã, tal estratégia se utiliza ainda da propaganda em favor dos padrões de vida ocidentais, explorando reconhecido clamor por direitos civis e por mais democracia.

No entanto, é preciso esclarecer: o regime político iraniano não é uma teocracia pura, pois instituições políticas convivem com o poder dos aiatolás. Após a Revolução de 1979, o país passou a ser uma república islâmica, na qual todos os líderes são eleitos, sem exceção. O regime dos aiatolás, construído a partir da articulação das distintas facções que participaram da derrubada da Monarquia do Xá Reza Pahlevi, desenhou um sistema de governo descentralizado, no qual nenhum grupo, nem mesmo o do Partido Revolucionário Islâmico, conseguiu dominar de forma absoluta o cenário político. Isso não impede as disputas internas, como as que se verificam agora, revelando haver forte dissensão no interior do regime.

O líder supremo do Irã é o verdadeiro chefe de Estado, pois é quem verdadeiramente comanda as forças armadas e as comunicações. Em outras palavras, a presidência do Irã não deixa de ser um cargo decorativo, uma espécie de primeiro-ministro sem muita força política. Além disso, o regime islâmico no Irã não é “ortodoxo”: seu caráter republicano chega a ser uma contradição, pois, para os xiitas, somente os descendentes de Ali poderiam liderar a comunidade dos fiéis, o que não é o caso dos aiatolás.

A Constituição do Irã foi aprovada no mesmo ano do triunfo de 1979, através de referendo que obteve 98% de votos a favor. Num país formado por maioria muçulmana, a constituição outorga às minorias religiosas representação política no parlamento. É o único país de maioria muçulmana a permitir a representação política de judeus. As eleições são periódicas: o presidente da nação e o parlamento unicameral são eleitos por sufrágio universal a cada quatro anos.

Podemos dizer que, nos moldes liberais, trata-se de sistema político avançado, em comparação com as monarquias européias e com os Estados Unidos, onde dividem o poder dois partidos de idêntica ideologia. Não podemos esquecer que W. Bush assumiu mediante uma fraude eleitoral! Apontado como a ponta de lança do “mundo ocidental e civilizado” no Oriente, o exemplo de Israel também não pode ser usado como contraponto no aspecto da democracia, pois o país não possui Constituição escrita: são as leis adotadas pelo parlamento que regulam o funcionamento do governo. O presidente de Israel é escolhido no parlamento para um mandato de cinco anos, e seu poder é essencialmente representativo. Trata-se de um regime parlamentar no qual o essencial do poder executivo pertence a um primeiro ministro.

O Irã, portanto, é uma república constitucional, ao contrário de Israel, Arábia Saudita e Reino Unido. Por ser uma república islâmica com algum grau de transparência política, o regime iraniano passou a sofrer oposição de parte do mundo árabe, especialmente da Arábia Saudita, Egito, Jordânia e Marrocos, que chegam a ventilar a hipótese de apoiar o insano projeto israelense de ataque às instalações nucleares do Irã, sobre o qual jogam a suspeita de fabricação de bombas atômicas. Em contrapartida, não se questiona o fato de Israel deter a exclusividade na produção de armas de destruição em massa no Oriente Médio.

Tais considerações, que nos levam a repudiar a recente cobertura jornalística da grande imprensa, ideologicamente comprometida com os interesses do imperialismo na região, não podem elidir análise crítica sobre o papel político do Irã no Oriente Médio, lembrando que o país continua colaborando com os EUA na destruição do Iraque, a despeito das crescentes tensões entre Washington e Teerã. Esquadrões da morte, apoiados pelo regime dos aiatolás, promovem massacres e atos de limpeza étnica em todo o Iraque.

Além desta postura reprovável no cenário regional, os conflitos internos também revelam o descontentamento de grande parte da população em relação à necessidade de se fazer avançar os direitos civis e as conquistas democráticas (o partido comunista, por exemplo, é proibido de agir legalmente no país), além das insatisfações associadas às enormes desigualdades econômicas e sociais, ao crescimento da pobreza, do desemprego e da inflação, como resultado do aprofundamento das relações capitalistas no país e de políticas econômicas antipopulares.

Segundo denúncias do Tudeh, o Partido Comunista do Irã, os líderes do regime, seus agentes e o complexo militar dilapidaram em nível sem precedentes a astronômica renda do petróleo nos últimos anos. E ainda reforçaram o clima de repressão e de terror, com os ataques contra os movimentos operário, feminino, juvenil e estudantil. Também intensificaram a repressão sobre as minorias nacionais e religiosas. O Tudeh defende um amplo processo de reforma calcado na organização e no crescimento do movimento popular, que possa acumular no sentido da construção de uma alternativa ao atual regime, calcada no interesse dos trabalhadores.

Portanto, não há que enaltecer o regime iraniano, cuja política interna, principalmente, difere de forma radical da opção socialista que defendemos. No entanto, o momento é de denunciar os planos imperialistas para a região, rechaçando a tentativa de satanização do governo iraniano por parte dos governos dos EUA, de Israel e de seus aliados europeus, além da grande imprensa, como forma de justificar um novo plano de invasão e ocupação militar no país, a exemplo do que se fez no Iraque. O Irã se transformou na “grande ameaça” ao ter desenvolvido a tecnologia nuclear, colocando-se como contraponto efetivo ao poderio de Israel no Oriente Médio. Além disso, ocupa posição estratégica, tanto do ponto de vista geográfico, quanto econômico, em função do petróleo.

Mais do que nunca, a crise mundial empurra as grandes nações capitalistas a desenvolver projetos belicistas. O Irã surge agora, em função de toda a celeuma criada em torno das eleições presidenciais, como a grande oportunidade para a produção de outra guerra a serviço do imperialismo e da rapina das transnacionais. É contra esta mais nova ameaça à paz e à vida que devemos estar atentos.

*Ricardo Costa (Rico) é Secretário de Formação Política – Comitê Central do PCB.

FONTE: http://www.pcb.org.br/honduras.htm

Ivan Pinheiro

Foram necessários apenas dez meses do governo Fernando Lugo para a esquerda paraguaia ter a sabedoria e a responsabilidade de constituir uma frente, para reforçar a unidade de ação na luta contra as oligarquias, que jogam tudo para manter seus privilégios e cooptar e domesticar o novo governo. Como outros Presidentes de países do Cone Sul, inclusive Lula, Lugo tem optado pela governabilidade institucional ao invés do respaldo do movimento de massas para promover mudanças, opção dos governos da Bolívia, Equador e Venezuela.

Ivan Pinheiro no Uruguai.

Num Congresso Unitário Popular, que reuniu no último 19 de junho quase dois mil militantes de cinco Partidos políticos e diversos movimentos sociais paraguaios (*), foi criado o ESPAÇO UNITÁRIO POPULAR. Trata-se de uma frente de esquerda voltada para a luta de massas e não uma mera coligação eleitoral. As próximas eleições nacionais só serão em 2013. A frente não terá registro civil nem eleitoral, que pode ou não, no futuro, vir a ser formalizado, a depender do estreitamento da unidade de ação e da capacidade de mobilização popular que venha a suscitar. O principal objetivo da frente é a construção do poder popular.

Só não aderiram à frente, apesar de convidados, dois partidos de esquerda, sendo um de orientação maoísta, com influência junto ao campesinato, e outro trotsquista, ligado à LIT – Liga Internacional dos Trabalhadores, com atuação no movimento estudantil.

Como se vê no manifesto de fundação da frente, as forças que a criaram não têm ilusão na democracia burguesa e sabem que o programa com que Lugo se elegeu não será levado adiante na base de acordos e alianças com setores conservadores. Diz o texto, que divulgaremos em breve:

“A grande tarefa hoje é exigir o cumprimento do programa com que Fernando Lugo se comprometeu perante nosso povo e do qual até agora se fez pouco ou quase nada… O processo de mudanças é independente deste e de outro governo e só pode avançar com unidade, mobilização e luta popular.”

A partir de agora, o ESPAÇO UNITÁRIO POPULAR começa sua organização a partir das bases, com a realização de Congressos distritais, municipais e estaduais, que criarão coordenações regionais. A coordenação nacional, que decide por consenso, é constituída por cinco dirigentes, cada um indicado por um partido. A frente tem uma plataforma política, em que se destacam três pontos:

- democratização radical, com participação popular;

- reforma agrária integral, com protagonismo camponês;

- recuperação da soberania nacional, especialmente sobre Itaipu e Yasyretá (**) e os territórios ocupados pelas transnacionais da soja.

Ivan Pinheiro no Uruguai.

O PCB, único partido brasileiro convidado ao Congresso Unitário, esteve presente com uma delegação que, além do Secretário Geral, incluiu três de seus militantes do fronteiriço Estado do Paraná.

Na intervenção do PCB na Plenária do Congresso, reiteraram-se os termos do documento distribuído aos delegados, em espanhol, expressando nossa solidariedade ao povo paraguaio na luta pela renegociação do acordo que criou a binacional Itaipu e nossa indignação pelo fato de a oligarquia brasileira de turno ter levado nosso país a participar da famigerada “Guerra do Paraguai”, em verdade um dos maiores extermínios já cometidos em nosso continente.

Foi bem recebida entre os participantes do Congresso, incluindo as delegações de outros países do continente, nossa proposta de realizarmos uma grande manifestação internacionalista na Tríplice Fronteira, para expressar a confraternização entre os povos irmãos da região e a unidade na luta antiimperialista e socialista.

Ivan Pinheiro

Secretário Geral do PCB

Fotos:

1- Intervenção do PCB no Congresso.

2- Encontro com Ananias Maydana (histórico dirigente do PCParaguayo) e Aluizio Palmar;

(*) Partido Popular Tekojoja, Partido Comunista Paraguayo, Partido Convergencia Popular Socialista, Partido del Movimiento al Socialismo, Frente Patriótico y Popular, Frente Social y Popular, Espacios Unitarios de San Pedro, del Alto Paraná, de Misiones, de Caaguazú, de Caazapá, de Guairá e de Ñeembucú.

(**) usina hidroelétrica na fronteira com a Argentina

Fonte: http://www.pcb.org.br/paraguai8.htm

XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

Robson Ceron*

Embora minha visão não seja imparcial – participava da organização do evento – a impressão que tenho é que tratou-se de uma grande Convenção.

Inicialmente a infra-estrutura do local e do seu entorno colaborou muito. Com certeza, a Associação José Marti de Santa Catarina tem muito a agradecer às pessoas e entidades que contribuiram financeiramente para que esta infra-estrutura fosse disponibilizada.

Mas, o principal elemento do sucesso da Convenção foram os seus participantes:

Companheiros e companheiras de todas as regiões do Brasil se fizeram presentes.

XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

A participação dos solidários e solidárias foi inestimável: nos questionamentos aos palestrantes e nos trabalhos de grupo.

Conquanto, as dificuldades do trabalho da solidariedade para com a Isla permaneçam, as reflexões construídas na Convenção fazem com essas sejam delimitadsa e entendidas e, assim, enfrentadas. Ao trabalho solidário no Brasil, a Convenção é fundamental.

A delegação cubana foi fantástica. Fantástica não só por seus históricos, seus conhecimentos, suas informações, suas capacidades, mas principalmente por sua simplicidade:

Um general cubano, héroi nacional, companheiro de luta de um mito – Che – Harry Villegas esteve entre nós como um de nós.

Camilo Rojo, vítima do terrorismo contra Cuba, nos ensinou algo fundamental, que o sentimento do povo cubano é por justiça, não por vingança.

Tubal Paez, presidente da associação cubana de jornalista, nos trouxe informações importantes quanto a um dos aspectos do bloqueio contra Cuba, o bloqueio midiático.

A professora, Natividad Guerrero, em sua palestra sobre a juventude em Cuba hoje, talvez sem perceber – porque normal aos cubanos – demonstrou um dos aspectos mais importantes da Revolução Cubana, a autocrítica. Estando num país estrangeiro, ela poderia ter nos monstrado somente os aspectos positivos da juventude cubana (que são diversos). Contudo, também nos monstrou aspectos negativos, que Cuba procura superar.

Enrique Román, vice-presidente do Instituto Cubano para os Povos – ICAP – nos trouxe os dados da solidariedade: de Cuba para o Mundo, do Mundo para Cuba. Somos muitos os irmanados na mesma causa da solidariedade socialista, aspecto humano infinitamente superior de nossa luta.

XVII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

O nosso amigo Fábio Simeón, representante do ICAP para o Brasil, sempre preocupado com o bom desenrolar da Convenção.

E, o sempre discreto, Alejandro Gómez, jornalista da Prensa Latina que cobriu todos os dias do evento, levando as informações àquele orgão informátivo que comemora 50 anos de existência.

Todos eles sempre solicitos e atenciosos.

Também contribuiu para o sucesso de nossa convenção a excelente palestra da professora Maria Auxiliadora César, que nos trouxe informações sobre o seu projeto de registro da memória da solidariedade a Cuba, no Brasil.

Enfim, foram quatro dias memoráveis.

Agora, cabemos a construção de mais solidariedade a Cuba Socialista e, no ano que vem, todos estaremos reunidos novamente na XVIII Convenção Nacional, em Porto Alegre/RS.

*Advogado

FONTE: http://www.convencao2009.blogspot.com/